ter razão ou ser feliz?

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Certa vez li este texto do poeta Ferreira Gullar, e desde então, sempre me surpreendo refletindo à respeito do que ele escreveu.

Ter razão ou ser feliz? Eis a questão!

Não é fácil de escolher. Talvez racionalmente, fora do calor de uma discussão, escolhemos ser práticos. Mas, quando estamos cheios de razão e não queremos dar o braço a torcer, daí, fica muito difícil!

Exige sabedoria.

Tem vezes na vida que nem vale a pena entrar em um bate-boca, basta deixar pra lá e permitir que as palavras entrem por um ouvido e saiam pelo outro. Por coisas banais…

Mesmo assim, tem gente que não deixa passar nada.

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Será que vale a pena?

E quando se trata de algo muito complexo, que mexe com os nossos mais profundos sentimentos, com o nosso brio… Daí complica!

Mesmo sem querer, de repente, você é pego de supetão! E lá está em uma discussão acalorada! Sem necessidade. Como voltar atrás? Pedir perdão é muito mais difícil! Contudo, ter a convicção de que errou, às vezes, é o suficiente.

E quando você tem a certeza absoluta de que está certo? Que a razão está imperando do seu lado? Muito improvável descer do pedestal, né?

Então, você argumenta, argumenta, argumenta… E a oura pessoa também e também… E vira uma bola de neve, e diz coisas que não tem nada a ver com o assunto, e relembra de um passado “esquecido”, e não tem fim, o limite se acaba…

Nunca vai ser uma situação fácil de digerir. Isto é fato!

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Qual o valor de tudo isso?

Quando você para pra pensar e cai a ficha do quanto profundo pode ser a questão. Quando se depara com algo que não quer admitir. Quando sente muito por ter magoado alguém. Quando reavalia e percebe que o outro também tem lá as suas razões… Encontra um caminho libertador de compreender que a história sempre tem dois lados, e a verdade! Que as pessoas tem pontos de vista completamente diferentes um dos outros. E que, nenhuma condenação, por mínima que seja, vai custar a dor de uma ausência para ambos os lados.

Pode parecer clichê, mas sim, a vida é muito maior do que certas bobagens em que insistimos em pregar.

Por isso, eu chego à mesma conclusão que o poeta, e escolho ser feliz!

LKV

fotos:reprodução/Pixabay

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